Prog and Heavy!!!
  Tempo...

Estou eu aqui, manhã de sexta feira, no meu serviço... não entra uma alma viva faz um tempo na minha sala, enquanto minha companheira de trabalho, Pâmela, está cadastrando no computador uma galera que veio aqui ontem, enquanto o sistema estava fora do ar. Olhando pro msn, ninguém on line. Então, vi no meu blog que postei dia primeira, e hoje já é dia 5!!! Santo Deus, o tempo está correndo tanto ultimamente... ok, sei que o trabalho aqui não é cansativo funcionalismo público é TODO assim (tou alfinetando alguém :P), o que me derruba é, na verdade, o pouco tempo de sono. Sem falar que minhas idéias estão se esvaindo, por um ponto... e por outro, estão cada vez mais crescendo. Minha criatividade é um rio, que está em um período de cheias, creio eu, e, se continuar dessa maneira, logo logo precisarei de um espaço para expor toda essa produção, que acho meio inapta a ser depositada no metalprog. O tempo passa rápido demais, realmente, e meu post é justamente uma queixa sobre ele. Mas se ele tem passado de tal maneira durante os dias normais, tem horas em que voa como uma águia, e quando me dou conta, já está na hora de ir embora... algumas pessoas vão entender o que quero dizer, certo??? Sem mais delongas, tenho que estudar um pouco de inglês e entraram duas clientes na sala. Abraços a todos que aqui comentam!!! I Love You All!!!

Escrito por RodrigoGrosskopf às 10h47
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  Sir Gawain e o Cavaleiro Verde

                Certo dia, um gigante verde, montado num grande cavalo verde, adentrou a sala de refeições do Rei Artur. “Desafio qualquer um aqui”, ele gritou, “a erguer este machado de guerra, que eu carrego comigo, e cortar a minha cabeça, e então, daqui a um ano, encontrar-se comigo na Capela Verde, quando então eu lhe cortarei a cabeça”.

O único cavaleiro, ali no momento, que teve coragem de aceitar o incongruente desafio foi Gawain. Ele levantou-se da mesa, o Cavaleiro Verde apeou do cavalo, entregou-lhe o machado, e estendeu o pescoço a Gawain, que de um só golpe lhe cortou a cabeça. O Cavaleiro Verde levantou-se, recolheu a cabeça, pegou o machado de volta, montou no cavalo e, ao partir, gritou para o espantado Gawain: “Eu o verei daqui a um ano”.

Naquele ano, todos foram gentis com Gawain. Cerca de duas semanas antes do prazo do encontro, ele se pôs a caminho, à procura da Capela Verde, para cumprir com a palavra dada ao gigante Cavaleiro Verde. Mais próximo da data, faltando ainda cerca de três dias, Gawain viu-se diante da cabana de um caçador, onde perguntou pelo caminho da Capela Verde. O caçador, um tipo agradável, cordial, veio encontra-lo na porta e disse: “Bem, a capela é logo aí adiante, umas centenas de jardas. Por que você não fica conosco os próximos três dias? Adoraríamos hospedá-lo. E quando chegar a hora, o seu amigo verde está logo aí, no caminho”.

Gawain concordou. E naquela noite o caçador lhe disse: “Bem, amanhã, logo cedo, eu sairei para caçar, mas voltarei à tardinha, quando então trocaremos nossas presas do dia. Eu lhe darei tudo o que conseguir na caçada e você me dará tudo o que tiver conseguido, durante o dia”. Eles riram e Gawain achou que era um bom acordo. E todos foram dormir.

Logo de manhã cedo o caçador parte, enquanto Gawain ainda está dormindo.Então entra a mulher do caçador, que era extraordinariamente bela, faz cócegas no queixo de Gawain, acorda-o, e, provocante, convida-o para uma manhã de amor. Bem, ele é um cavaleiro da corte do Rei Artur, e trair o seu anfitrião é a última coisa a que se rebaixaria, de modo que Gawain firmemente resiste. Ela, porém, é obstinada e insiste por algum tempo, até finalmente dizer: “Bem, então deixe-me dar-lhe apenas um beijo!”. Ela lhe dá então um sonoro beijo estalado. E isso é tudo.

À noitinha, o caçador chega com uma grande caçada, com todos os tipos de pequenos animais, atira-a no chão e Gawain lhe dá um beijo estalado. Eles riem e, aí também, isso foi tudo.

Na manhã seguinte, a mulher entra outra vez no quarto, mais provocante do que na véspera, e o resultado desse encontro é dois beijos. O caçador retorna, à noite, com o dobro dos animais que trouxera antes, recebe dois beijos e eles riem de novo.

Na terceira manhã, a mulher está deslumbrante, e Gawain, um jovem que está prestes a enfrentar a morte, faz tudo o que pode para não perder a cabeça, e a sua honra de cavaleiro, diante deste último presente da luxúria da vida. Desta vez, ele aceita três beijos. E depois de beija-lo, ela implora que ele aceite, como prova de amor, a sua liga. “Está encantada”, ela diz, “e o protegerá de qualquer perigo”. Então Gawain aceita a liga. Quando o caçador regressa, com uma única raposa estúpida e fedorenta, e a joga no chão, recebe em troca três beijos de Gawain – mas nenhuma liga.

Não podemos ver o que representam as provas a que é submetido este jovem cavaleiro, Gawain? São idênticas às duas primeiras do Buda. Uma é o desejo, a luxúria. A outra é o medo da morte. Gawain demonstrou coragem suficiente em manter sua fé, ao longo da aventura. Mas a liga foi uma tentação além da conta.

Assim, quando se aproxima da Capela Verde, Gawain ouve o Cavaleiro Verde afiando o grande machado, afiado, afiando, afiando. Gawain chega e o gigante apenas lhe diz: “Ponha o pescoço aí sobre esse tronco”. Gawain o faz e o Cavaleiro Verde ergue o machado, mas aí pára. “Não, estique-o um pouco mais”, ele diz. Gawain obedece de novo e o gigante ergue o machado. “Um pouco mais”, ele diz, outra vez. Gawain faz o melhor que pode e, então, o machado desce e provoca apenas um ligeiro arranhão no seu pescoço. Então o Cavaleiro Verde, que é de fato o próprio caçador, transfigurado, explica: “Isso é pela liga”.

Dizem que esta é a lenda da origem da Ordem dos Cavaleiros da Jarreteira.

 

Texto extraído integralmente do livro O Poder Do Mito, de Joseph Campbell e Bill Moyers.

 

 

Desenho feito pelo John Howe, ilustrador de várias edições de O Senhor dos Anéis. Abraço aos que comentam!!! I Love You All!!!



Escrito por RodrigoGrosskopf às 13h34
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